sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Peripércia poética de Drummond...

Eu estava lendo e não resisti... um trecho para Marina

(...)
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama
escutou o apelo da eternidade.

(Carlos Drummond de Andrade, in 'Amar se Aprende Amando')

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